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The freewheeling

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Quimera

  Sou uma constante crise de existência, vivo ela todos os dias, meu futuro é tão incerto quanto o destino de uma pedra atirada no mar. Nunca me encachei em padrões, desde muito novo fiz tudo do meu jeito e esse por vezes, quase todas, era o jeito mais esquisito de fazer as coisas, era o jeito fora do padrão. Hoje eu vejo meus conhecidos e amigos, todos tem vidas distintas, todos têm rumos e objetivos delineados. Quem sou eu afinal? Uma quimera, volátil como um perfume lançado aos céus, preencho cada espaço que a o vento me leva, mas disforme que sou escorrego e passo por diversos lugares, deixando quem sabe uma lembrança, mas partindo sem dúvidas. Parece que o bloco de carnaval passa sempre, eu sorrio quando ele passa, eu festejo, mas ele passa e eu fico na rua vazia, os confetes e serpentinas no chão, a maquiagem escorrendo no meu resto e a fantasia já quebrada, ano que vem ele passa novamente, mas enquanto isso eu fico aqui, na rua vazia. E o resto do mundo? Eles seguem o bloco, eles pulam felizes o ano todo e ai passam por mim em determinado momento, enchem minha rua de alegria e depois se vão. 
 Qual o meu proposito nisso tudo? A vida é mesmo uma coisa maluca, sem roteiro. Onde vou parar e quando vou parar? Quem serei eu amanhã? Quem serei eu daqui a 10 anos? Estarei eu aqui? Minha falta de formato me fez ser tão esguio que nunca encontro um recipiente para mim, eu já quis, juro que já, mas não me adapto a nenhum, ou nenhum quer se adaptar a mim. Estou cansado, quero viver e sorrir, quero ser e fazer, mas para que? para quem? 
 As vezes dá uma vontade de desistir de tudo, uma vontade de sumir, de desaparecer, mas para onde? Meus ímpetos juvenis ainda me consomem, até quando serei essa pessoa irregular? Estou eu negando a realidade? Alias, o que é a realidade?
  Chega, outro dia falo desse existencialismo tolo e essa minha poesia barata. 

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