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The freewheeling

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Exagerado....

Fui a um show no verão, quem tocava era aquele tal de Frejat, aquele do Barão Vermelho... tocou aquela música Bete Balanço, gosto muito.... essa era do Barão, mas falando em Barão já logo lembra o Cazuza né? Nunca fui muito fã, nem do Cazuza, nem do Frejat nem do Barão.... mas tem um música legal dele, uma que talvez traduz bem o que um cara maluco é, uma que idealiza um amor a tal ponto que crê que ele nasce junto com o pobre diabo, na maternidade já foi cruzado o destino.... um amor doentio, onde você é capaz de largar tudo, vai mendigar, roubar, matar... promete não respirar, morrer de fome pela pessoa... é um ideal extremo, mas até entendo, quando é uma paixão cruel desenfreada não tem quem segure, se te falta um pouco de juizo esquece... a gente exagera mesmo... as vezes sofrer por amor é uma coisa boba, é psicologico... as vezes não, as vezes mata. Esse ideal de amor é muito cinematografico, achamos que vamos morrer com nossos amores ao nosso lado, mas eu acredito que o amor da nossa vida também acaba, e quando ele acaba, só restam as boas memórias, aquelas que você fecha o olho para buscar no fundo da cabeça todas as sensações, o cheiro, o gosto, a imagem, os sons, a textura da pele, do cabelo. Você pode até negar para todos, mas sempre vai ter essa memória, e sempre q lembrar vai aciona-la sem ninguem saber... você terá uma esposa e um marido e os amará, mas aquele amor... ah aquele foi o amor, o amor da sua vida, o amor que acabou....

Exagerado, jogado aos seus pés eu sou mesmo um exagerado, adoro um amor inventado...