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The freewheeling

domingo, 13 de novembro de 2016

Como os anseios de alguém poe se rmaiores do que aquele ser? Que diferença isso faz agora?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ah cara como eu odeio ter recaidas... que merda! Gosto de ser linear... de me manter focado, mas por algum motivo a maldita da minha memoria decidiu me trair hoje, me trouxe uma lembrança indesejada...me lembrei daquela conversa numa noite fria na calçada de um bar fechado, você era alguém tão distante, nunca me encarava nos olhos, falava baixo, sempre seria... eu lembro até do timbre da sua voz. Maldita seja a memoria, maldita seja! A luz dos postes nem eram essas de led, tudo tinha um ton amarelado, os assuntos nao consigo me lembrar, bobagem no mínimo... sua mãe te chamou pois você ainda estudava, você deu tchau e patinou até a sua casa. Isso se repetiu mais algumas vezes mas depois nunca mais nos falamos... claro q com mais alguns meses tudo aquilo aconteceu, mas essa primeira memória nao sei porque foi revista por minha mente, apesar do final aquilo foi bonito, apesar de doer, bem pouco hoje, eu sei que daqui uns anos ainda será bonito, acho q eu poderia recriar tudo aquilo, me lembro o formato da calçada, as cores... mta coisa... bom, seja adulto wallace e vá dormir!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Hoje eu vi seu retrato...
E eu preferia ver merda,
ao invés desse sorriso perfeitamente lindo
e esses olhos graciosamente brilhantes.

sábado, 22 de outubro de 2016

Há um buraco dentro de mim, um vão q nao sei como preencher. Não sei ao que atribuir ou a quem, uma angústia q nunca passa apenas perde força de tempos em tempos. Atras de toda alegria e felicidade se esconde esse espaço interno, ele me assombra quando eu deito para dormir, ele me assombra quando eu paro para pensar, estarei algum dia completo e satisfeito?

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

...

 Coisa estranha essa chamada vida não é? Eu sei que tenho uma personalidade dificil e uma terrivel mania de largar as coisas e pessoas de lado, acredite, eu tentei muito, mas não consigo, sou assim, é mais forte que eu... Digo isso por me observar muito, penso muito e analiso muito, não só o meu comportamento, mas o de todos e tudo ao meu redor. Não vou ser a pessoa que irá rastejar por migalhas, eu engulo seco, eu seguro a tosse e a careta, não consigo entender as pessoas que se sujeitam as personalidades dos outros, que se jogam de cabeça no precipicio, isso com certeza soa como uma antitese do que sou, pois meu carater rigido me faz ser justamente ser quem sujeita as pessoas a isso, mas não é o que eu quero. Eu quero pessoas que tenham muita confiança em si mesmo que não necessitem de um gole da minha pena, pessoas que podem ficar dias sem me ver e ainda assim as coisas continuarão a ser como sempre foram, pessoas singulares e originais, personalidades tão fortes quantoa minha, embates duros.... 


O pássaro azul

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei
que ninguém o veja.
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias
nunca saberão que
ele está
lá dentro.
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo,
fique aí, quer acabar
comigo?
quer foder com minha
escrita?
quer arruinar a venda dos meus livros na
Europa?
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites
quando todos estão dormindo.
eu digo, sei que você está aí,
então não fique
triste.
depois o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente
e nós dormimos juntos
assim
com nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem
chorar, mas eu não
choro, e
você?
Henry Chinaski

segunda-feira, 11 de julho de 2016

e se...

existe uma marca que é invisivel, algo que ninguém consegue ver, mas todos podem sentir.
Um desconforto sem igual, nada está bom e nada é o que esperamos.
a cidade nunca é tão bela quanto o cartão postal
o hamburguer nunca é tão bonito quanto o da foto.
o que é isso que sentimos? tem um nome?
desilusão?
não sei, nunca saberei.
essa marca está encrustrada em todos os seres, nunca estamos satisfeitos, mas porque?
porque nada nos agrada?
cada madrugada que eu atravesso colecionando olheiras me faz pensar e refletir isso...
será que algum dia estaremos satisfeitos? sera que teremos um momento de contemplação na vida?
o que é a vida alias?
olhar o passado dói, viver o presente sufoca e olhar para o futuro assusta....
sempre foi assim ou é só mais um problema da sociedade contemporanea?
droga, odeio quando minhas palavras soam como coisas eruditas ou academicas...

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Acho engraçado como uma imagem pode representar tanto, bem que diziam, uma imagem diz mais que mil palavras... Por vezes um segundo eternizado em uma imagem é mais tocante do q um livro inteiro escrito para explicar aquilo. Até mesmo mais tocando do que uma composição musical... As imagens tem tanto poder em nossas vidas... Qual foi a imagem mais bonita que eu capturei? Nao sei, nao tenho ideia... Mas gosto das imagens mentais, essas parecem serem melhores ainda... Tão secretas, intimas e tocantes. Um sorriso, um olhar, arvores, uma campina, uma maria fumaça, a solidao de uma tarde, um disco na agulha... Ah as imagens mentais, essas sao magnificas, minhas e eternamente minhas...

terça-feira, 31 de maio de 2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Eu nunca...

Eu nunca me achei bonito, nem inteligente, nem acima da média. Eu nunca me vi como alguém brilhante, nunca esperei muito de mim. Eu nunca achei que alguém fosse se interessar por mim, e não acredito quando acontece. Eu nunca me senti o melhor, nem muito aceito e nem muito bem visto. Eu nunca sei quando é sério ou brincadeira, eu nunca sei reagir a um elogio, nem ao feliz aniversário ou o feliz ano novo. Eu nunca me senti confortável e satisfeito. Eu nunca achei algo meu perfeito. Eu nunca vou me entender, nunca.  

sexta-feira, 11 de março de 2016

Esterilizar a alma

  Ele está sentado em seu quarto já faz algum tempo. A velha poltrona verde já está desbotada pelo tempo e seu fundo está mole com a madeira velha, mesmo assim ele ainda acha que aquele é o lugar mais confortável do mundo. Em suas mãos e pernas pairam diversos objetos, além disso outros se apoiam na mesa com rodas que ele fez questão de posicionar a sua frente. 
  No chão há uma garrafa, vidro transparente, liquido amarronzado, cheiro forte. Em suas mãos um copo, seus lábios estão umedecidos e seus olhos arregalados, sinais que já está um pouco bêbado. No colo um caderno onde ele alterna as atividades, desenha e escreve freneticamente. Na mesa com rodas se encontra seu cachimbo cheio de fumo, um pouco queimado mas ainda dá para usar. Ao lado um isqueiro e alguns fósforos usados. 
  O quarto só se ilumina por uma luz bruxuleante que vem de uma lamparina no canto esquerdo do ambiente, Ele se inspira nisso, na solidão, no abandono e na podridão da existência. Essa é sua fonte, e dela ele bebe quase que literalmente, em grandes goles e tragadas ele recebe toda a realidade que precisa e cria. Não se sente especial por isso, apenas tenta suprir ânsias e necessidades pessoais, dar vazão a sentimentos e pensamentos que não param de atormentar sua mente, que por sua vez não é muito sadia. 
  Ele escreve e desenha com tanta fúria que as páginas do caderno são marcadas com a pressão da caneta no papel. Após um tempo produzindo ele toma mais um gole, recarrega o copo, acende o cachimbo, traga, joga a fumaça pro alto e volta a produzir. De fundo há uma música tocando, não é possível identificar de onde vem já que o espaço se encontra quase que inteiro envolto em penumbra. A música acaba e o radialista fala, ele nem presta atenção e outra canção é embalada.
   Ele entende que é dali que vem tudo, a cura para os problemas, ele crê que feridas do coração só são curadas com altas doses de álcool, ele quer ficar esterilizado para poder continuar a viver, ele quer purificar seu corpo e sua alma. 
  Depois de horas em sua tarefa árdua ele se cansa e joga tudo longe. Respira fundo, olha para o teto e nada vê, toma mais um gole, respira, mata o restante do copo, coloca ele de lado e se estica na poltrona, apesar de estar a menos de meio metro de sua cama prefere dormir ali, esticado, sem jeito com roupas velhas e bebida barata, porque ele sabe, sabe que é daquela fonte que ele bebe, sabe que aquela fonte é o que o nutre.  

domingo, 6 de março de 2016

Quando o dia começa a acabar

 Eu gosto quando o dia está acabando, o céu não é azul e o sol já não paira mais no céu. Eu gosto do vento desse horario, eu gosto de deitar no semi-escuro, nada ligado. Gosto de deitar sozinho e o silêncio desse momento consegue preencher diversas lacunas dentro de mim, consegue responder muitas coisas. Eu gosto do fim da tarde, gosto de ver as coisas perdendo suas cores até tudo ser escuridão. Gosto da calma que esse momento me passa, gosto da paz do fim da tarde. Imagino-me num loop eterno de fim de tarde, só eu e a luz que baixa de pouco em pouco....

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Quimera

  Sou uma constante crise de existência, vivo ela todos os dias, meu futuro é tão incerto quanto o destino de uma pedra atirada no mar. Nunca me encachei em padrões, desde muito novo fiz tudo do meu jeito e esse por vezes, quase todas, era o jeito mais esquisito de fazer as coisas, era o jeito fora do padrão. Hoje eu vejo meus conhecidos e amigos, todos tem vidas distintas, todos têm rumos e objetivos delineados. Quem sou eu afinal? Uma quimera, volátil como um perfume lançado aos céus, preencho cada espaço que a o vento me leva, mas disforme que sou escorrego e passo por diversos lugares, deixando quem sabe uma lembrança, mas partindo sem dúvidas. Parece que o bloco de carnaval passa sempre, eu sorrio quando ele passa, eu festejo, mas ele passa e eu fico na rua vazia, os confetes e serpentinas no chão, a maquiagem escorrendo no meu resto e a fantasia já quebrada, ano que vem ele passa novamente, mas enquanto isso eu fico aqui, na rua vazia. E o resto do mundo? Eles seguem o bloco, eles pulam felizes o ano todo e ai passam por mim em determinado momento, enchem minha rua de alegria e depois se vão. 
 Qual o meu proposito nisso tudo? A vida é mesmo uma coisa maluca, sem roteiro. Onde vou parar e quando vou parar? Quem serei eu amanhã? Quem serei eu daqui a 10 anos? Estarei eu aqui? Minha falta de formato me fez ser tão esguio que nunca encontro um recipiente para mim, eu já quis, juro que já, mas não me adapto a nenhum, ou nenhum quer se adaptar a mim. Estou cansado, quero viver e sorrir, quero ser e fazer, mas para que? para quem? 
 As vezes dá uma vontade de desistir de tudo, uma vontade de sumir, de desaparecer, mas para onde? Meus ímpetos juvenis ainda me consomem, até quando serei essa pessoa irregular? Estou eu negando a realidade? Alias, o que é a realidade?
  Chega, outro dia falo desse existencialismo tolo e essa minha poesia barata. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

E agora José?
Quem somos eu e você?
José diga-me o que tu queres...
E eu te direi quem tu és....
Ah José... cadê teus objetivos vazios?
Cadê tua falsa vontade?
José, José....
José para onde?
Só tu podes fazer a mudança, Zé...
Teu destino é teu, e de mais ninguém
Então me diga;
Por que podes hesitar e se deixar levar
José?
Alias, Zé, o que tu queres?
Nada é concreto para ti
Nem tu és concreto
E agora José?
Como será daqui pra frente?
Ah Zé, és tão inocente
Esperas que o mundo te abra as portas
Mas o mundo, Zé, o mundo é um moinho
Sem amor, sem cuidado, sem carinho.
Não espere nada de ninguém José
Pois ninguem nada te dará,
Nada
Siga, siga, siga
Mas não entre na onda
Se possivel não pegue nem a marola,
Nem espuma
O mar é traiçoeiro Zé...
O mar é traidor.
E quando o fim chegar Zé,
Quem seremos nós?
Apenas mais um Zé?
Qual Zé?
Zé Ruela?
Zé Mané?

Ninguém?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Exagerado....

Fui a um show no verão, quem tocava era aquele tal de Frejat, aquele do Barão Vermelho... tocou aquela música Bete Balanço, gosto muito.... essa era do Barão, mas falando em Barão já logo lembra o Cazuza né? Nunca fui muito fã, nem do Cazuza, nem do Frejat nem do Barão.... mas tem um música legal dele, uma que talvez traduz bem o que um cara maluco é, uma que idealiza um amor a tal ponto que crê que ele nasce junto com o pobre diabo, na maternidade já foi cruzado o destino.... um amor doentio, onde você é capaz de largar tudo, vai mendigar, roubar, matar... promete não respirar, morrer de fome pela pessoa... é um ideal extremo, mas até entendo, quando é uma paixão cruel desenfreada não tem quem segure, se te falta um pouco de juizo esquece... a gente exagera mesmo... as vezes sofrer por amor é uma coisa boba, é psicologico... as vezes não, as vezes mata. Esse ideal de amor é muito cinematografico, achamos que vamos morrer com nossos amores ao nosso lado, mas eu acredito que o amor da nossa vida também acaba, e quando ele acaba, só restam as boas memórias, aquelas que você fecha o olho para buscar no fundo da cabeça todas as sensações, o cheiro, o gosto, a imagem, os sons, a textura da pele, do cabelo. Você pode até negar para todos, mas sempre vai ter essa memória, e sempre q lembrar vai aciona-la sem ninguem saber... você terá uma esposa e um marido e os amará, mas aquele amor... ah aquele foi o amor, o amor da sua vida, o amor que acabou....

Exagerado, jogado aos seus pés eu sou mesmo um exagerado, adoro um amor inventado...