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The freewheeling

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

....acreditava na vida

 Eu adoro escrever meus pensamentos aqui, consigo dormir melhor depois, rs. É o ano acabou... ou quase, foi um ano bem produtivo, cheio de experiencias novas, quase que saldo positivo. Atingi muitos objetivos nesses 365 dias e 6 horas, conheci muitas pessoas, conheci lugares, coisas, assisti muitos filmes, li livros... foi um ano proveitoso... agora vou partir para meu refugio praiano e trocar as penas para um novo ano.
Claro que tivemos momentos de baixa... todos eles foram complicados... ainda há algumas coisas que preciso fazer com que funcionem em mim... dar valor para coisas e pessoas certas... essa ano eu provei para mim e para quem mais viu que o nossa espécie é muito burra, sempre dando atenção para quem não merece e desmerecendo os verdadeiros... apesar das coisas positivas que vivi, esse ano vai acabar com um nó na garganta... sei que nunca vou grita-lo, e nem quero, prefiro digerir lentamente, calmamente e transformar isso em algo bom aqui dentro.
Gostaria de ter dado mais atenção a quem merecia, de ter sido um pouco menos egoísta, menos torrão, mas agora é muito tarde, já passou, vamos tocar a canoa... e a você que não merece nem compartilhar do meu ar... eu deveria te socar.. rs, não eu não faria isso, mas eu deveria ter aprendido, eu com certeza deveria ter aprendido... uma arvore sempre será uma arvore, um garfo sempre será um garfo, e você sempre será você...
Sei que estou amargurado, mas isso vai passar, sempre passei por tudo com um sorriso estampado, e não será você que vai estragar isso. Daqui a alguns anos eu quero entrar nesse blog e rir desse post ao pensar "que bobeira", na verdade eu sei que isso vai acontecer.
É isso, eu gostaria de dizer bem mais, mas vai soar apenas como um texto juvenil de revolta (quase) desmotivada, então prefiro parar por aqui...com um belo trecho de uma bela musica:
"But sayin' it wont change a thing
And they'll realise that it wont change a thing
Realise that it wont change a thing"

trabalhos renegados (part 10)

les crioles... CRIOLO DOIDO

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Banquete Divino

Essa é uma fabula dos Irmãos Grimm, a tradução foi feita por minha amiga Gisele, e ela pediu que eu ilustrasse as passagens, e assim ficou:




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

trabalhos renegados (8)

(era um concurso de contos, o tema era pesadelos.)

Escamas

I
  A humanidade estuda e pesquisa tudo que encontra pela frente a milhões de anos. Começamos com coisas básicas, por exemplo, o clima, entendemos as estações do ano, equinócio e solstício. E chegamos ao extremo de tentar descobri o que há além de nossas fronteiras subindo ao espaço sideral para descobrir vida. Mas há um campo que o ser humano jamais terá controle, mesmo que pesquise por anos e anos a fio. Esse campo é o do inconsciente, como controlar nossa mente? Como tomar conta do que por lei é sem regras e opções? Dentre os fatos que o inconsciente cria temos vários exemplos, delírios, sonhos e o mais perverso de todos; Pesadelos.
Beatriz dormia num quarto sozinha desde os 10 anos, era um quarto grande, suas paredes eram cor salmão e o teto branco. No quarto haviam muitos livros do colégio espalhados por cadeiras e prateleiras que eram disputadas por alguns ursinhos de pelúcia. Ela já não colecionava mais bonecas apenas ursos. Havia seu guarda-roupas que vivia fora de ordem, com roupas amarrotadas e sempre com uma porta e algumas gavetas abertas. Ao entrar era possível ver uma comoda e a televisão descansando sobre ela, do lado oposto ficava a cama e no fundo a janela.
 Já na adolescência, Beatriz ficava horas em frente ao computador, e quando dormia apagava de cansaço físico e mental, assim sempre atingia um nível muito profundo de sono vagando quase todas as noites pelo mundo do sonhar.  A maioria das noites sonhava com coisas agradáveis, como por exemplo conhecer seu ídolo “teen”, ou uma festa com os amigos da escola e o tão esperado beijo, mas de alguma forma ela esquecia seus sonhos. Todos os dias acordava pensando nos sonhos, mas logo em seguida esquecia tudo o que acontecera em seu inconsciente na noite passada.
 Não era muito ligada em livros e nem em cinema, na verdade não via graça em perder tempo sentada vendo um filme enorme que não entendia nada, e menos ainda ficar dias lendo livros sem graça. Apenas lia livros que a escola mandava, pois sempre havia uma prova com o tema. Certa vez em um desses livros, leu sobre criaturas muito antigas, criaturas vindas antes da era glacial, e aquilo ficou em sua cabeça, ela imaginava como seriam tais criaturas, tais seres.
 Dias depois Beatriz teve que ficar até mais tarde fazendo trabalhos na escola e já bem tarde voltava para casa. Passou em frente a uma loja de produtos diferenciados, uma espécie de loja de fantasias e mágicas. Normalmente ela passaria e não perderia muito tempo em frente a loja, mas eis que naquela noite, ela sozinha na rua, algo chamou sua atenção. Havia lá dentro uma máscara, na verdade um busto, bem iluminado, feito de silicone. A criatura parecia um anfíbio humanoide, sua boca causaria náusea em qualquer um, e sua pele com escamas era horripilante, ela então se lembrou do livro; será que aqueles seres eram assim? Ficou ali parada hipnotizada por tal visão, até que um barulho de passos a fez acordar do transe, olhou para trás e na outra esquina vinha um homem com uma blusa grossa e pesada, ele estava quase inteiro coberto, apesar de ainda ser verão e o clima estar realmente seco. O coração dela começou a acelerar, e decidiu que estava na hora de retomar seu caminho para casa.
A passos largos ela se distanciou, sempre olhando para trás, o homem ainda estava lá. Estava próxima de casa mas mesmo assim o medo a consumia, ela virava diversas ruas e o homem parecia estar indo na mesma direção. Já em pânico conseguiu chegar em sua quadra, agilizou mais o passo, deu uma olhadela e lá estava ele. Ao colocar a chave no portão olhou novamente, e nem sinal do desconhecido. Olhou em volta e nada, a rua estava deserta, sem pensar duas vezes girou a chave e entrou.
 Deu boa noite para a família e disse que não iria jantar, pois estava cansada, só queria um banho e dormir, e assim subiu para o quarto. Se banhou e ao sair  observou seu quarto em penumbra, nunca pareceu tão escuro, nunca pareceu tão aterrorizante, automaticamente se lembrou do homem, da mascara, do livro, parou de pensar e ascendeu o abajur. Se trocou e deitou para dormir, por sorte o assunto não lhe passou pela cabeça, e logo apagou em sono profundo.
II
 Um barulho de água incomodava, não eram gotas, era um som mais forte, um som de arrebentação, pareciam ondas. Então reparando na textura em seu rosto, algo áspero, talvez areia, e então por fim mais um sentido despertou, o cheiro era forte, salgado, e nesse exato momento sua mente acordou e por fim abriu os olhos, olhou assustada o lugar em volta.
  Era uma praia estranha, o dia parecia querer amanhecer, mas ainda estava escuro, por mais longe que olhasse não era possível ver nenhuma construção, nenhuma casa, nenhuma pousada. Ela levantou e com cuidado, olhou ao redor e não havia ninguém, dentro da praia pode ver um rastro de fumaça no céu, e decidiu seguir-lo.
 Caminhou por toda a colina, e em seguida por uma trilha feita na grama, mais a frente havia algumas arvores, a fumaça parecia sair de trás delas, seguiu a direção e o caminho se tornou íngreme, se agarrou nos galhos e subiu lentamente até alcançar o topo. O caminho ficou plano novamente e a frente era possível ver uma clareira, apertou o passo e alcançou a fumaça.
  Era um vale, e lá embaixo um conjunto de casas, como se fosse uma vila antiga, intrigada olhou mais a frente e nada viu, apenas arvores. Uma das casas estava com uma luz amarelada bruxulenta, ela resolveu olhar pelas janelas da cabana para ver o que estava acontecendo, e lá estava uma mulher preparando café da manhã. Era loira da pele bem branca, seus trajes eram esquisitos, pareciam roupas de filmes antigos. Ficou ali por algum tempo observando até que a mulher abriu a porta dos fundos para jogar restos no gramado, Beatriz se aproximou e disse:
- Com licença! Tudo bem?
A mulher nitidamente assustada, a encarou, olhou ao redor, para dentro da casa e voltou a atenção para ela novamente. Ela então disse: 
- É, eu não queria atrapalhar, mas você poderia me informar aonde eu esto... 
A mulher correu até ela e cochichando em uma língua que ela nunca havia ouvido agarrou seu braço e a colocou para dentro da cabana, assustada Beatriz disse: 
- O que está acontecendo? Não estou entendendo nada... 
 A mulher parecia deseperada, e gesticulava enquanto falava sua língua esquisita, a menina começou a se estranhar por não compreender o que estava acontecendo. 
- Por favor tente me explicar! – Disse ela.
Foi quando um barulho no outro cômodo fez a mulher silenciar e olhar assustada para o corredor, suas mãos tremiam, seus olhos lacrimejavam.
- O que foi? O que tem lá? – Perguntou Beatriz preocupada.
A mulher correu então para a porta abriu e começou a gesticular para que ela saísse, ela não conseguia compreender e seu coração já se acelerava. A mulher continuou a gesticular. 
- Eu não estou entendendo... Disse ela. 
A mulher então a pegou pelo braço e ao encaminha-la até a porta um homem entrou vindo pelo corredor e com uma voz forte disse algo que a menina não compreendeu. As duas congelaram, a mulher virou como que se explicando, ele então encarou a menina, que agora estava tremendo de medo. Caminhou calmamente até elas e fechou a porta. A mulher começou a chorar, a menina sem saber o que fazer disse em desespero: 
- Desculpa! Eu não queria atrapalhar, por favor me deixem ir embora... 
O homem saiu da cozinha, a mulher não parava de chorar, ele então voltou com uma corda, a menina ao ver começou a chorar também: 
- Por favor, me deixe ir embora, por favor... 
Ele caminhou até ela lentamente, e nesse momento ela começou a gritar: 
- Socorro! Socorro! 
O homem tapou sua boca, a mulher chorava caída no chão em desespero. A menina tentava gritar, e ele apertava sua boca cada vez mais, até que ela mordeu a mão o fanzendo girtar: 
- AI! 
Beatriz tentou correu até a porta, mas tudo ficou escuro. 



III
 Um som ritmado foi a primeira coisa que ela ouviu, antes mesmo de abrir os olhos. Ritmado como uma música, mas apenas com sons graves, então abriu os olhos assustada. Estava amarrada em um tronco que se encontrava fixo na mesma praia onde havia acordado horas atrás. Várias pessoas se reuniam ao redor dela, todos brancos dos cabelos loiros e com trajes estranhos. Alguns tocavam uma espécie de tambor. Ela começou a chorar, não conseguia entender o que estava acontecendo.
 O sol estava terminando de se por no mar, fazendo com que as ondas ganhassem um tom amarelado. Eles pareciam cantar mais forte, até que a noite ganhou seu espaço e apenas os tambores tocavam. O mar ficou calmo, totalmente morto. Então abriram espaço naquela roda macabra, um corredor de frente para ela. Do mar começou a sair uma criatura, de longe não era possível distinguir o que seria aquilo, apenas que era alto, e magro, foi se aproximando e todos que não tocavam caíram sobre seus joelhos reverenciando a criatura.
 Ela então se aproximou o suficiente para que Beatriz pudesse distinguir, olhou aqueles olhos brilhantes como que cheios de lagrimas, sua pele era esverdeada e seu corpo com escamas, ele se aproximou mais e mais, até que todos silenciaram. Ela gritou de pavor:
-AHHHHHH!
 Um grito profundo, saído do fundo da sua alma, um grito de desespero. Ele pareceu gostar disso, e então com um de suas unhas afiadas rasgou-lhe a pele do ombro esquerdo. A dor era aguda e ela gritou mais uma vez. Ele parecia estar se satisfazendo, e todos apenas assistiam, cortou mais uma vez, e ela gritou novamente. Seu sangue misturava-se com suor e manchava suas roupas. Ele então se aproximou e a beijou. O gosto era horrível, ela queria vomitar, mas não conseguia, ele a largou e falou algo no dialeto que aquele povo conversava.
 O homem da casa se apressou e a soltou, ainda tinha as mãos amarradas uma na outra. O homem-peixe a pegou pelas mãos presas e começou a voltar para o mar. Todos estavam de cabeça baixa, e ela implorava:
 - Não! Por favor, não deixem ele me levar, por favor!
Eles não entendiam nada. Então jogou-se no chão e se debatia. A criatura a soltou. Enrolou seus cabelos na mão e a arrastou pela areia. Ela gritava, sentia seu cabelo esticando e aquilo doía bastante, em seguida sentiu suas pernas ficarem molhadas, seu corpo foi afundando gradativamente, ela prender a respiração e o mar a abraçou.


IV
 Ela levantou desesperada, toda suada e saltando da cama. Ainda estava ofegante e não sabia onde estava, por um tempo buscava ar olhando para frente sem nada ver. Respirava e respirava. Até que calmamente olhou ao redor, e reconheceu seu quarto cor salmão e sua bagunça cotidiana, passou a mão na testa e se acalmou um pouco. Seu coração já havia normalizado, ela então colocou a cabeça no travesseiro e disse bem baixinho:
- Foi só um sonho ruim!
 Fechou os olhos e seu despertador tocou. Não acreditou em tamanho azar. Deixou ele tocar por mais um tempo até juntar coragem para se levantar, afinal ainda teria um dia de aula pela frente.
  Bateu a mão no despertador e levantou, pegou a toalha e seu uniforme em seguida foi até o banheiro, se olhou no espelho, tirou a roupa e entrou no banho. Um banho quente com certeza a reanimaria, e era o que estava fazendo. Ela, de olhos fechados, passeava com o sabonete pela superfície do corpo, até que olhou para o chão e viu um fio de água vermelho indo até o ralo. O acompanhou, foi voltando, do ralo até seu pé, pernas, tronco e quando olhou para o lado esquerdo viu que o sangue saia de um corte em seu ombro.
 Naquele momento ela se recordou de todo aquele sonho horrível, do homem-peixe, da tribo, de estar amarrada e de tudo que aconteceu, e gritou.



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

trabalhos renegados (part 6)

e nesse fim de ano teremos um festival de trabalhos renegados kkkkk:


a proposta era representar o rock...